Rádio brasileira cresce 9,4% em 2009

Entre as chamadas mídias tradicionais, o rádio foi a que mais cresceu em 2009. Segundo dados do Projeto Inter-Meios, enquanto a TV aberta teve um faturamento 7,6% maior que no ano anterior, o rádio registrou aumento de 9,4%. Em valores absolutos, a porcentagem representa um faturamento de R$ 987 milhões.
“Demonstra a recuperação dessa mídia, que nos anos anteriores vinha tendo resultado sempre menor que o dos outros meios”, afirma José Carlos de Salles Neto, presidente do Meio & Mensagem, empresa responsável pelo estudo. O crescimento geral da mídia brasileira foi de 4% no ano passado, totalizando R$ 22, 273 bilhões.
Salles Neto explica que as empresas precisam apostar no seu desempenho, em especial em tempos de crise, e que a propaganda é um meio para isso. Assim, o seu desempenho é sempre um pouco acima do PIB. Segundo ele, a previsão do mercado publicitário para 2010 é de crescimento entre 8% e 10%, enquanto o PIB deve ter um aumento de 5% a 6%, segundo estimativas do mercado.
A internet faturou cerca de R$ 950 milhões em 2009, um crescimento de 25,2% quando comparado ao ano de 2008, que teve um total de R$ 759 milhões de faturamento.
A TV aberta ampliou sua participação no total dos investimentos publicitários (chegando a 60,9% de share). A mídia exterior cresceu 12,3%, tendo faturado R$ 659 milhões e aumentado seu share para 3%. No caso da TV aberta, que responde pela maior fatia do bolo publicitário, o faturamento entre janeiro e dezembro do ano passado foi de R$ 13,569 bilhões, valor 7,6% maior que o do mesmo período do ano anterior.
Já a TV por assinatura não conseguiu um resultado tão bom: as verbas publicitárias aplicadas no meio foram 2,5% maiores que em 2008, chegando a R$ 823 milhões, o que garantiu a manutenção de seu share em 3,7%.
Num ano muito bom para o rádio, o meio registrou crescimento de 9,4%, o que em valores absolutos significa um faturamento de R$ 987 milhões. Além de ter aumentado também sua participação no total, passando para 4,4%.
O ano foi ruim para a mídia impressa: os jornais tiveram queda de 8,1% no faturamento publicitário (R$ 3,135 bilhões); nas revistas, o recuo foi de 6,2% (R$ 1,712 bilhão); e no segmento de guias e listas, de 19,7% (R$ 356 milhões). Neste último caso, as empresas apontam migração de verbas das listas impressas para as online.
Com esses resultados, o meio jornal, ao final de 2009, registrava share de 14,1%; revista, 7,7%; e guias e listas, 1,6%. Da mesma forma, o meio cinema faturou 7,6% menos com publicidade (R$ 82 milhões).
Participaram da pesquisa como parâmetro os guias e listas, a televisão aberta e por assinatura, cinema, revistas, jornais, mídia exterior, internet e as rádios. Foram analisados entre os meses de dezembro de 2008 a dezembro de 2009. A pesquisa foi publicada no último dia 25 de março.


 

[+] Notícias